Mensagem à família

 

(Eugênia Puebla)

 

Na educação de nossos filhos

Todo exagero é negativo.

Responda-lhe, não o instrua.

Proteja-o, não o cubra.

Ajude-o, não o substitua.

Abrigue-o, não o esconda.

Ame-o, não o idolatre.

Acompanhe-o, não o leve.

Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.

Inclua-o, não o isole.

Alimente suas esperanças, não as descarte.

Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.

Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.

Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.

Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.

Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.

Não lhe dedique a vida, vivam todos.

Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.

E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…

Ensina-lhe a viver sem portas.

 

A construção de relações dentro da família é e sempre será o mais importante fator na formação do sujeito. Elas alimentam a alma de nossos filhos e é delas que eles fazem uso enquanto crescem e até na vida adulta. Nós, pais, fazemos uso de nossas relações familiares em todo momento, sempre. Somos como beija-flores que, rapidamente, bebemos da água e seguimos a beijar a vida, abraçando-a com o que ela nos trouxer. Ou, não poderemos beijar as flores porque nossas experiências de vida não nos permitem viver e encarar desafios com resiliência.

A forma positiva ou negativa com que nos sentimos embalados pela vida vai pautar as nossas relações futuras na vida pessoal e profissional. Mais importante, determinara a relação que temos com nós mesmos.

A vida familiar vai sempre nos oferecer água de beber, não importa a nossa idade. Se essa água será suficiente para nos impulsionar, depende de como as relações serão construídas desde o ventre.

As crianças se desenvolverão melhor quanto têm relações positivas com seus pais e familiares mais próximos. Essas relações ajudam-nas a aprender sobre o mundo – se ele é seguro, se são amadas, quem as ama, o que acontece quando choram, riem, entre outras coisas. Mas como podemos facilitar essa construção?

Você pode construir uma relação positiva com seu filho quando:

  • Está no momento com ela – estar “ligado” nela e no que acontece com ela. Isso mostra que você se importa com as coisas que acontecem, base para relacionamentos. Deixe seu filho ser quem ele é. Preste atenção no que seu filho constrói e o encoraje quando for positivo, ou o faça refletir, se for algo negativo. Não tenha medo de dizer não. O não que você fala é o limite com amor que, se você não der, a vida vai impor. E quando a vida dá limites, na maioria das vezes, é mais doloroso do que o seu não. Escute seu filho e se conecte com seus sentimentos. Valorize e respeite o que seu filho sente. Pare e pense no que o comportamento de seu filho está dizendo a você. Dê ao seu filho oportunidades de liderar uma brincadeira, uma conversa. Pergunte. Escute-o.
  • Passa tempo de qualidade com ela – tempo de qualidade acontece a qualquer hora, em qualquer lugar. E é no tempo de qualidade que as relações mais fortes são construídas. Esses momentos não precisam ser grandiosos ou caros, mas precisam ser reais e dar espaço à evasão de sentimentos e emoções. Procure minimizar interrupções e distrações. Esteja presente nesse momento com ela.
  • Cria um ambiente de cuidado, confiança e respeito – confiança e respeito são essenciais para uma relação positiva entre pais e filhos. O desenvolvimento da confiança desde bebê fará com que seu filho tenha mais coragem para se arriscar e menos receio de cometer erros. Na medida em que seu filho cresce, essa relação de respeito e confiança vai se tornando mais e mais uma via de mão dupla, que se alimenta continuamente até a fase adulta. Você pode alimentar confiança e respeito nessa relação com atitudes simples, como estar disponível quando seu filho precisar de suporte e ajuda, mantém suas promessas e seus combinados. Estabeleça regras firmes. Elas também são muito positivas sobre como a família cuida de seus membros. Elas ajudarão seu filho a perceber a consistência de suas atitudes. Escute seu filho mesmo quando ele expressa opiniões diferentes da sua. Valorize seus pensamentos e coloque sua reflexão. Esteja aberto a reconhecer se seu filho estiver certo e você, não. As relações são baseadas na verdade e honestidade, não na conivência. Permita que a relação evolua com o tempo e o amadurecimento de seu filho. O seu também.

Lembre: nunca estamos prontos. As relações se constroem a cada abraço, cada toque, cada gargalhada, cada momento de medo ou tristeza. Dialoguem. Sejam pais de seus filhos. Eles precisam de vocês.