Mãos frias, respiração um pouco ofegante, alguma ansiedade. Você deseja boa sorte para seu filho e ele faz sinal com a cabeça, demonstrando que ouviu. Quando vocês se encontram de novo, a pergunta: “e aí, filho, como foi a prova?”

Prova. Uma palavra que traz ansiedade e receios, que pode gerar desculpas diante de um resultado negativo não esperado, frustrações, ou sensação de vitória diante de um resultado positivo. Quando foi que a prova se tornou algo que traz ansiedade e medos? Quando o resultado positivo passou a resumir a caminhada da vitória?

Pois bem, prova e resultado não são o objetivo final do processo de aprendizagem. Eles são parte do processo. Aprender é processo. Um processo individual que ocorre em colaboração com todos os envolvidos: alunos, professores e pais.

Todo processo de aprendizagem pressupõe momentos de avaliação. A prova é um ponto desses momentos. Quando o professor planeja sua aula, ele inclui muitos momentos de avaliação que darão a ele sinais de quais caminhos seguir durante a aula, quando parar e explicar o assunto usando outras palavras, se será necessário retomar o tópico no dia seguinte, ou não. Essas decisões são tomadas enquanto a aula acontece, baseadas nos resultados que os alunos demonstram em sala. Pode ser através de uma competição, de uma simples pergunta respondida, de um exercício de classe… A avaliação está sempre presente em sala de aula. A essa avaliação, que existe para a aprendizagem e que serve como guia para o professor, chamamos de formativa. Ela forma o corpo do estudo a ser vivenciado em sala. Em sala de aula, seus filhos não vivem ansiosos e nervosos pensando que farão prova. No entanto, estão sempre sendo avaliados.

Mas, e a prova? O teste? Provas e testes não compõem todo o processo avaliativo da aprendizagem, mas fazem parte dele. Eles constituem a avaliação da aprendizagem. Sim, há resultados esperados. Não se pode negar. Resultados que fazem parte de um todo. Eles são a avaliação somativa. Ela existe como uma avaliação da aprendizagem. Deve ocorrer no final dos estudos ou do programa e nos dá informação sobre o que foi apreendido.

Ambas as avaliações, formativa e somativa, são importantes para a evolução do processo de aprendizagem. Através desses momentos de avaliação, professores refletem suas práticas, alunos podem se conhecer melhor como aprendentes, refletir sobre suas forças e dificuldades, aprender como é a sua melhor forma de aprender; pais podem aprender mais sobre seus filhos e, juntamente com a escola, encontrar formas para que seus filhos possam desenvolver melhor suas habilidades em seu próprio tempo.

Lembre-se disso: quando vamos comprar uma roupa, provamos a peça, testamos como ela ficou no nosso corpo e daí, podemos avaliar se vale a pena comprá-la, ou não. Estamos o tempo todo vivendo processos de avaliação. Ora como avaliadores, ora como avaliados. Faz parte.

Aprender é processo. O resultado sempre vem quando vivenciamos esse processo e todos os aspectos envolvidos de forma tranquila, natural e confiando no trabalho colaborativo.