Aprender uma língua é uma das mais maravilhosas aventuras que alguém pode viver. O homem é um ser que nasceu para comunicar e interagir. Viver essa aventura requer um ecossistema saudável e propício para que essa aprendizagem seja significativa e, assim sendo, se torne eterna em nosso interior.

A linguagem oral sempre vem antes da escrita na caminhada da aprendizagem. No entanto, todas as habilidades são importantes e se complementam.

A habilidade da escuta alimenta a habilidade da produção oral, e a habilidade da leitura, a da produção escrita. Todas têm igual importância na grande habilidade de comunicar.

Muitos pais desejam cooperar o máximo possível para facilitar essa aprendizagem. Essa cooperação é fantástica e crucial na caminhada das crianças.

Como isso pode acontecer?

Sabemos que as crianças são expostas à leitura de várias formas, o tempo todo. Como assim? Leitura não se limita apenas à capacidade de produzir sons a partir do reconhecimento de letras. Ler pode ser entendido como a habilidade sim, de extrair sons de letras e suas junções, criando assim uma pequena peça de quebra-cabeças que fará associação a uma imagem. Então, se a criança lê “car”, ela poderá produzir o som, daí poder associá-lo à imagem que aquele som representa. A isso podemos chamar leitura literal, desprovida de criticidade e compreensão ampla. A partir do momento em que a criança decodifica as letras e sons e as associa a imagens, podemos trabalhar a leitura crítica. As crianças não devem apenas aprender a ler “the book is on the table”, mas a responder perguntas: “por quê?”, “como?”, “qual a consequência disso?”, “como seria diferente?” Aí, entra a leitura crítica.

Para ler o mundo, a criança precisa passar por todas as fases da aprendizagem da leitura. A fase literal sempre virá antes da fase do pensamento crítico. Então, o leitor crítico poderá fazer a diferença no mundo.

Na qualidade de pais, há muitas formas de caminhar lado a lado com a escola, no fortalecimento da leitura:

  1. Há várias formas textuais: imagens, músicas, textos impressos, etc.
  2. Lembre-se de que há textos digitais. O uso de tecnologia pode ser um aliado. No entanto, cuidado! Limite a exposição de seus filhos a essa modalidade textual. O cérebro dele precisa se exercitar de várias formas.
  3. Deixe livros de histórias e em quadrinhos em inglês espalhados pela casa, de forma organizada, mas casual.
  4. Divida momentos de leitura com seu filho: ele lê o livro dele, você lê o seu.
  5. Não cobre a leitura. Deixe que ele veja você lendo. Exemplos falam mais… Você sabe.
  6. Não formalize a leitura em casa, não estabeleça horários inflexíveis… Convide…

A leitura abre portas para muitos mundos diferentes, quando você se sente convidado para a viagem.

EXTRA! EXTRA!

  1. Que tal criar um jogo americano com palavras diferentes ou palavras da semana?
  2. Que tal perguntar uma palavra nova que seu filho aprendeu com a história e criar um dicionário no quarto dele?