Afinal, em quais fatores um programa bilíngue se difere de uma aula de inglês? Essa é uma pergunta que você já deve ter contemplado diversas vezes, principalmente tendo em vista o crescimento desses dois conceitos no mercado

No Brasil, diferentes escolas de inglês oferecem o contato com a língua das mais variadas maneiras. Será que todas essas maneiras podem levar o aluno ao domínio da língua? Vamos analisar as diferentes modalidades do ensino de inglês.

Aula de inglês

As aulas de inglês são, geralmente, focadas em ensinar o idioma. Você pode esperar que esse tipo de ensino de uma língua estrangeira esteja mais focado nas tecnicalidades da língua: gramática, ortografia e, posteriormente, a interpretação de texto.

Outra característica das aulas de inglês é que o contato com a língua é periódico e menos intenso. O aluno só aprende o idioma durante a aula e no momento de realizar as tarefas de casa. Se por um lado esse aspecto suaviza a pressão por aprender outro idioma, o aprendizado também fica mais “engessado”, alheio ao cotidiano do aluno.

A consequência disso é que, através das tradicionais aulas de inglês, o aluno aprende a forma da língua, mas não desenvolve suficientemente a comunicação em inglês. É comum que pessoas que fizeram anos de aulas de inglês consigam ler sem nenhuma dificuldade, mas reclamem da insegurança e da pouca fluência na hora de falar.

E é exatamente este o problema. No século 21, o conhecimento técnico não é o bastante. Saber um idioma é saber falar esse idioma.

Programa bilíngue

Você já ouviu falar em CLIL? Essa sigla que vem de Content and Language Integrated Learning, ou Aprendizagem Integrada de Conteúdos e de Língua e promove uma maneira mais natural de aprender um idioma estrangeiro.

Pense assim: quando você é um bebê, ninguém vai te ensinar a gramática da sua língua materna. Você aprende a sua primeira língua ouvindo os outros falando, estabelecendo relações. Claro que vai cometer erros no começo, mas eles serão corrigidos com o tempo.

O programa bilíngue tenta tornar mais natural o aprendizado do inglês seguindo esses princípios, com uma vantagem: ele estará integrado com o conteúdo que a criança está aprendendo em língua materna.

Escola internacional

Uma escola internacional oferece, na maioria dos casos, o contato com a língua através do ensino das diferentes áreas do conhecimento. O inglês é ensinado a partir dos modelos americano ou europeu e segue as diretrizes do próprio país e não as diretrizes brasileiras estabelecidas pelo MEC.

Isso significa, entre outros fatores, uma carga horária diferente e um ano a mais no Ensino Médio. Costuma ser uma boa opção para aqueles que pretendem se mudar para outro país, embora seja uma opção geralmente mais cara do que uma escola que ofereça um programa bilíngue.

Escola de idiomas

É comum no Brasil o modelo das chamadas “escolas de inglês”. Mas como escolher uma de qualidade? O número de opções é muito vasto, com muitas escolas competindo financeiramente para oferecer o curso mais rápido, simples e barato possível.

Naturalmente, as escolas de inglês encontram sérias dificuldades em entregar essas promessas, e o trade-off da alta competitividade entre as escolas acaba sendo absorvido pelo próprio aluno. Os pais acabam tendo que realizar uma pesquisa minuciosa para optar por aquela de maior qualidade e compromisso com o objetivo principal de um aluno de inglês: chegar ao nível de fluência.

Escola de ensino bilíngue

Em uma escola com um programa bilíngue, o idioma estará totalmente inserido na rotina do aluno. Com mais aulas durante a semana e uma maior imersão no aprendizado da língua complementar, o aluno tenderá a atingir um nível de fluência muito mais rico e completo.

Em escolas de idiomas, é possível aumentar a carga horária com aulas extras, mas programas bilíngues oferecem esse preparo adicional de antemão. Tendo a fluência do aluno como objetivo máximo, o projeto pedagógico de uma escola com ensino bilíngue trata o bilinguismo na formação do aluno como algo fundamental e inegociável.

Vale destacar que um programa bilíngue oferece um aprendizado integrado entre conteúdo e idioma. O aluno desenvolve tanto os aspectos linguísticos do idioma quanto a aprendizagem de conteúdos das demais áreas do conhecimento, tais como artes, matemática e ciências.

Outra diferença fundamental entre uma escola de idiomas e uma escola de ensino bilíngue é que a segunda oferece a possibilidade de aprender a partir de vivências e atividades colaborativas. Dessa forma, o conhecimento é absorvido de forma muito mais divertida e inteligente, graças à integração completa entre o ensino do idioma a os diversos aspectos do aprendizado.

Qual a melhor opção?

Já é tendência, no Brasil e no mundo, o movimento em direção a escolas que ofereçam um programa bilíngue. Sem gerar os custos adicionais em tempo e dinheiro que a escola de idiomas ou a escola estrangeira acarretam, o ensino bilíngue acaba sendo mais competitivo, pois está inserido diretamente no cotidiano do aluno.

Com essa imersão mais completa e cuidadosa, o contato com a língua estrangeira se torna muito mais natural, proporcionando ao aluno um aprendizado completo e a estrutura necessária para chegar a um nível de fluência não apenas gramatical ou linguístico, mas sim cultural.