Estamos próximos do final de mais um ano. E que ano! Em plena pandemia, o mundo teve que se reinventar. Todo o planeta se uniu para combater algo que ninguém conseguia ver a olhos nus, mas que balançou as estruturas da imensa comunidade planetária. Diante desse chacoalhar em nossas vidas, descobrimos que podemos mais. Podemos superar as dificuldades, se estivermos unidos com o mesmo objetivo. Aprendemos a ver a vida sob novas perspectivas e estamos, ainda, sendo mais e mais convidados à empatia. Viver a empatia por todos que fazem parte da nossa casa: Terra.

A escola precisou correr e se reestruturar, como todo o planeta. Escola e família descobriram que a parceria é uma ferramenta poderosa. Ela entrou nas casas de seus alunos, e professores e pais conheceram realidades novas e precisaram se ajustar a elas. O novo faz isso: exige ajustes, criatividade, flexibilidade, adaptabilidade e se faz aprendizagem. Esse é o convite da vida para todos nós: sermos eternos aprendentes. A aprendizagem é um processo e, como tal, traz variantes que não podem ser controladas em todo momento. Ela vem como um elemento planejado, mas também carrega o elemento surpresa. É uma surpresa entender o movimento da aprendizagem em qualquer ambiente. Ela chega e, mesmo tendo sido planejada, atua dentro de nós junto com nossas experiências de vida e se faz única. Somos únicos. E é na unicidade que a aprendizagem habita que precisamos dançar conforme a música, como diz o provérbio. Respeitar os ritmos de cada um de nós, atender às possibilidades do corpo, forçar o alongamento um pouco mais, embora respeitando os limites e as possibilidades de cada um.

Sendo uma dança espontânea em nossa vida, a aprendizagem também precisa acontecer de forma natural e diversificada, para que seja real e significativa. Numa sala de aula com abordagem CLIL (sigla que significa “Content and Language Integrated Learning”) ou ensino de idiomas integrado, essa dança é bela e traz vários batuques e movimentos diferentes porque passa por todas as disciplinas e sempre traz a mudança para a vida de quem dança: alunos, professores e pais. Mudança. Aprendizagem é mudança. Mudar perspectivas, quebrar conceitos preestabelecidos, se abrir para o novo. Nesse processo, cada um vive ao mesmo tempo um ritmo único e um batuque pessoal. Ela acontece na sala de aula, mas muda cada um de um jeito diferente, por causa das tais experiências de vida individuais. Então, ela pode acontecer mais rapidamente para uns que para outros. Os resultados esperados não serão exatamente os mesmos e podem não ser o que queríamos no momento, mas, se a aprendizagem deve ser integrada e vivenciada, ela respeita cada aprendente, dentro de suas possibilidades.

Então, se você espera um resultado e não alcança o que queria, há a aprendizagem da resiliência, da perseverança e do respeito às possibilidades que cada um tem. Não há por que pensar que não se está no caminho certo. O caminho está sendo feito por cada um de nós. A pandemia chegou aí e nos mostrou isso. Somos eternos aprendentes. Nos unimos. E estamos aprendendo enquanto vivenciamos um dos momentos mais desafiadores da humanidade. Estamos fazendo história. E a História nos fala de pessoas que se colocaram como eternos aprendentes, não conseguiram os resultados que buscavam na primeira, segunda, terceira, milésima tentativa, mas não desistiram. Persistiram. Seguiram e mudaram o mundo. Não esqueça: estamos fazendo história. Se não a do mundo, mas a nossa, com certeza. Tenha paciência se não sair como você esperava logo no primeiro momento. Persista. Celebre suas vitórias. Cada um tem aquela que constrói, dentro de quem é.

EXTRA!

Radioativo é um filme que conta a história de Marie Curie e sua incansável vida de eterna aprendente. Vale a pena conferir.