Enquanto houver sol

(Titãs)

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma ideia vale uma vida

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança

Enquanto houver Sol
Enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver Sol
Enquanto houver Sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou

Enquanto houver Sol
Enquanto houver Sol
Ainda haverá
Enquanto houver Sol
Enquanto houver Sol

 

Quase dois anos de pandemia. Mais um ano termina. A humanidade sempre enfrentou desafios para, a cada um, ser mais sábia e resiliente. Os jornais falam sobre as mudanças climáticas, as vacinas, o novo normal. Então, depois de muito tempo, podemos voltar a viajar, sair e rever os amigos. Mas há a variante nova que vem da África. Eles não têm acesso à vacina. Precisamos entender que somos um. Um planeta. Uma humanidade.

Estamos sendo convidados a viver empatia, esperança e amor. Não podemos pensar que algo grande precisa ser feito. Somos formiguinhas, sim. Mas somos bilhões. Geramos vida e queremos o melhor para elas. Como versa a música do J. Quest: Vivemos esperando dias melhores para sempre. No entanto, a espera passiva não é característica do sujeito transformador. O sujeito transformador, que pensa coletiva e empaticamente na construção de um mundo melhor e mais igualitário, busca fazer acontecer. Tem habilidades que vão além do conhecimento por si. Esse sujeito aprende que ele faz parte de um todo. Entende que é uma parte imprescindível desse todo porque ele é humano. Como tal, vive experiências humanas que vão além dos limites linguísticos porque são vivenciadas na vida e na alma. Ao colocarmos nossos filhos em escolas de qualidade, esperamos que eles tenham melhores oportunidades de futuro e que esse futuro seja feliz. No século 21 pós-pandemia, esse futuro precisa ser coletivo, construído a bilhões de mãos. Respeitado por todos.

Nossa humanidade exige que paremos e reverenciemos a vida com toda sua diversidade e possibilidades. Exige que não esperemos passivamente, mas que respeitemos o tempo de cada um. Clama por ação do agente transformador. Pede que nos vejamos como iguais, em nossa multiculturalidade. Dança ao som das diversas oportunidades de aprendizagem e crescimento. É parte do universo. Dobra-se diante da luz do Sol, nossa estrela maior. E enquanto houver sol, ainda haverá…

Que tal você terminar essa frase? Ainda haverá o quê? O que você acha que o ano de 2022 poderá trazer, se você e sua família trabalharem muito por isso? Esperança? Justiça? Dignidade?

Que em 2022 possamos concluir essa frase sabendo que podemos muito, podemos mais… Somos humanos e filhos da Terra. Enquanto houver sol ainda haverá… VOCÊ. Esperança.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=5kbIT3i_aG4&list=RDoSMvrSdouLU&index=9